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Caracterização por RM das Lesões do Ovário Hipointensas em T2
Autor: Mariana Lima, Teresa Margarida Cunha.
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A avaliação de lesões anexiais indeterminadas
em ecografa deve ser efectuada por Ressonância
Magnética (RM). Em primeiro lugar, é
fundamental a determinação da sua localização
exacta, dado que os diagnósticos diferenciais
e abordagem terapêutica são completamente
distintos consoante o órgão de origem. Alguns
sinais que podem auxiliar na determinação de
origem ovárica são: presença de folículos e de
parênquima ovárico normal em redor da lesão
sem plano de clivagem (“embedded organ
sign”); deformação do contorno do ovário
pela lesão (“beak sign”); visualização de um
pedículo vascular ou das veias gonádicas em
continuidade com a lesão (“sinal do ligamento
suspensor do ovário”); desvio dos vasos ilíacos
lateralmente e dos ureteres pélvicos posterior
ou póstero-lateralmente.
A maioria das lesões do ovário têm componente
quístico com elevado sinal em T2, sendo menos
frequente a identifcação de lesões hipointensas
em T2. Existe uma ampla lista de diagnósticos
diferenciais para lesões com hipossinal em T2,
que inclui: lesões hemorrágicas (nomeadamente
endometrioma), com componente de músculo
liso (leiomioma), com tecido fbroso (fbroma,
tecoma e cistadenofbroma) e tumores com
celularidade mista (tumor de Brenner, “struma
ovarii” e tumor de Krukenberg). De acordo
com as recomendações da ESUR publicadas
em 2017, é fundamental a sua avaliação em
sequência de difusão com valor de b elevado.
Quando nas sequências de b elevado estas lesões
apresentam sinal baixo, tratam-se de lesões
benignas, não sendo necessária investigação
adicional. Por outro lado, quando demonstram
sinal elevado ou intermédio é essencial a
administração de contraste endovenoso,
idealmente com estudo dinâmico.
Palavras-chave: Lesões hipointensas em T2; Lesões ováricas; RM; Lesões hemorrágicas; Tecido fbroso; Tumores com celularidade mista.
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The evaluation of sonographically
indeterminate adnexal lesions should be
performed with MRI (Magnetic Resonance
Imaging). It is fundamental to determine
the exact location of the lesion, since the
differential diagnosis and therapeutic approach
are distinct according to the organ of origin.
Some signs that may indicate an ovarian origin
are: the presence of ovarian follicles and normal
ovarian parenchyma surrounding the lesion,
without a cleavage plane (“embedded organ
sign”); a change in the ovarian contour by the
mass (“beak sign”); visualisation of a vascular
pedicle or the gonadic veins leading to the
lesion (“suspensory ligament sign”); deviation
of the iliac vessels laterally and of the pelvic
ureters posteriorly or postero-laterally.
The majority of ovarian lesions show cystic
components with high signal-intensity on T2
weighted-imaging. Hypointense lesions on T2
are less frequent. The differential diagnosis for
T2 hypointense ovarian lesions can be vast:
haemorrhagic lesions (namely endometrioma);
presence of smooth muscle (leiomyoma);
presence of fbrous tissue (fbroma, thecoma
and cystadenofbroma) and tumours with
mixed cellularity (Brenner tumour, “struma
ovarii” and Krukenberg tumour).
According to the ESUR recommendations
published in 2017, diffusion-weighted imaging
(DWI) should be applied for those lesions,
using high b-values. The lesions that show lowsignal
intensity on DWI are classifed as benign
and do not require further investigation. On
the other hand, for lesions that demonstrate
intermediate or high signal on DWI, it is
essential to administrate intravascular contrast,
ideally with dynamic-contrast enhanced
imaging (DCE).
Keywords: T2-hypointense lesions; Ovarian lesions; MR; Haemorrhagic lesions; Fibrous tissue; Mixedcellularity tumours.
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